domingo, 23 de fevereiro de 2014

Corsario Sonhador

Loren olhou e disse: É um Barco... dai compreendi...
Enquanto as velhas frustrações me visitarem mensalmente...não poderei ir adiante! Talvez seja hora de aportar nesta baia e visitar novas terras.
Velhas formas.
Constantes frustrações.
Talvez seja a hora de eu não ser mais timoneiro. Talvez?. Mas em fim.
Findou-se a tempestade e assim que o sol mostrar sua face em meio as nuvens, será possível ver terra. E parar de viajar tão longamente, desesperadamente, como se fugisse de algo...não...como se perseguisse algo. Quando na verdade seria só pelo prazer de navegar, não neguinho?.
Ninguém é obrigado a compor o contingente, mas não se esqueçam q foram vocês q me botaram aqui na frente...e vocês já abandonaram o barco em suas mentes e seus corações a tempos... por respeito aos mais fieis companheiros, q vieram marujos, cresceram imediatos e se quiserem, serão timoneiros,  q em anos sempre estiveram ao meu lado... por estes, só por estes que cumpro a viagem e vou aportar o barco em março.
Pois em março eu morro, velo em abril, e enterro em maio, junho viajo a outros planos  e retorno em julho, porque em agosto eu renasço.
A palavra... a fe... o amor... e o respeito a cada sorriso conquistado carrego no peito, pra sempre. E me digo, nego , sinta-se feliz, pois no mundo, tem algumas pessoas q dizem q muito lhe amam. Por elas vale a pena. E bote todos os segredos nobres q fala q vive, q esbraveja em todas as tempestades, (em varias corremos juntos hem irmao.!), e mude. E ande. E sorria. Pois ainda a muito pra se navegar.
Ficarei nesta ilha... morro nela, porque nela eu fecho o ciclo e em agosto renasço.
Ha vários que podem conduzir o barco. Se não conduzirem, aportem nestas novas terras, e aguardem o surgir do timoneiro da embarcação. Mas ja adianto, com esse outro, nem todos seguirão a viajem com toda a pompa e conforto que foram estes últimos, porque se velo um ego na ilha sagrada de meu coração, onde habitam os mais virtuosos e mais perturbadores dos seres, os eu's, não lhes prometo o mesmo timoneiro da ultima empreita, nem eu.
Ai daquele que ousar barrar a minha loucura.
Ai daquele que não enlouquece.
Que tem uma embarcação segura, confortável e q não enfrenta tempestades em encontros de oceanos e titãs... Que por nós foram todos vencidos, e mesmo que um, tenha levado uma sacerdotisa do Oráculo , outra fica cá, nesta ilha, meu coração, onde só entram os q podem, e só sai os q querem!
Não! Nem só de vitórias contra os mares vive o Corsário. Mas velo meu velho companheiro em terra firme. Não sucumbi as tempestades, não sucumbi ao pó das fadas de terras distantes, ainda me guia a fumaça cerimonial de meus antepassados.
Não sucumbi as rainhas de terras de vaidades maiores q a sabedoria ancestral, caminho guiado por uma Oráculo, que decidiu habitar minha ilha. E esta só sai se quiser. Não sucumbi a maremotos causado por fúria e ciúme de Titan, há mais sonhos em minha mente do que você pode imaginar, e sorte a minha seres um Titan sem imaginação, ficou a guerrear com o vazio de sua bela caverna colorida , e sorte a sua não guerrear com sonhadores corsários.
Sim. Ja vejo sol sair por detras das nuvens, e vejo minha ilha. Nela mora a princesa q velara meu companheiro, meu alterego  que já me salvou de tantos, que juntos fomos e voltamos de tantos confins. De terras e de sentimentos. Morre o habilidoso malicioso sobrevivente da solidão, do egoísmo, do racismo e do capital. Virou filme hem vagabundo! E que tenhamos conseguido cobrir o sangue q botamos pra fora com o vel de varias historias vividas por nos e por outros... vão para o túmulo, na ilha, e a princesa, imperatriz ainda menina mas q já demonstra seus poderes, cuidara, guardara e guiara com a sabedoria de uma deusa, os caminhos das verdades e dos segredos.
Ainda ha o bruxo, montador de historias q esta esculpindo a epopeia na pedra do destino...ate desembarcarmos na ilha as pedras estarão prontas...e devo entregar a epopeia a Oráculo q representa o governo, o povo, povo esse que vai me encontrar nas tabernas e esquinas e vai me perguntar sobre a viagem... e eu lhes contarei, ao preço de um rum, de uma canção, um sorriso ou uma outra boa historia, q a viajem q fiz, só quem esteve sabe o que foi, vou lhe falar do meu ponto de vista... o ponto de vista de um rude timoneiro sonhador com um velho barco...q não navega tão cedo, mas que quando adentra mares, faz a vida acontecer!

Andrio Candido

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